Lagria villosa exige atenção nas lavouras de canola durante o estabelecimento da cultura

As primeiras semanas após a emergência da canola representam uma das fases mais importantes para o desenvolvimento da cultura. É nesse período que a lavoura estabelece seu potencial produtivo e, por isso, qualquer fator que comprometa o crescimento inicial das plantas merece atenção. Entre eles está a Lagria villosa, um besouro cuja ocorrência tem sido observada em lavouras de inverno da região Sul e que pode causar danos significativos quando presente em níveis elevados.

Embora o adulto seja facilmente encontrado sobre as plantas, são as larvas as principais responsáveis pelos prejuízos econômicos. Elas se alimentam de folhas, pecíolos e da região do colo das plantas jovens, justamente quando a canola apresenta menor capacidade de compensar os danos. Em situações de alta infestação, o ataque pode resultar na redução do estande, atraso no desenvolvimento da lavoura e até morte de plantas, comprometendo o estabelecimento da cultura. Ainda que os ataques ocorram principalmente nos estádios iniciais, seus efeitos podem acompanhar todo o ciclo, refletindo diretamente no potencial produtivo da área.

Diante desse cenário, o monitoramento desde a emergência torna-se uma prática indispensável. As avaliações periódicas da lavoura permitem identificar precocemente a presença da praga, observar os primeiros sinais de dano e embasar decisões de manejo no momento adequado. As inspeções devem priorizar as plantas mais jovens e as bordas da área, locais onde a ocorrência costuma ser percebida com maior frequência.

O manejo da Lagria villosa deve estar inserido nos princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), combinando monitoramento, boas práticas agronômicas e acompanhamento técnico. Ambientes com maior acúmulo de palhada podem favorecer a sobrevivência das larvas, enquanto estratégias como a rotação de culturas contribuem para reduzir a pressão da praga ao longo das safras. Quando houver necessidade de intervenção química, a decisão deve ser baseada na avaliação técnica da área e realizada conforme recomendação de um engenheiro agrônomo.

Mais do que identificar a presença da praga, o objetivo é preservar o potencial produtivo da lavoura por meio de decisões assertivas e tomadas no momento correto. Na Puro Grão, o acompanhamento técnico faz parte da rotina no campo, permitindo que cada produtor conte com orientação especializada desde a implantação da cultura até a colheita.

Em todas as safras, em todas as etapas, seguimos ao lado do produtor para transformar informação técnica em decisões que geram resultados.

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